..::Lupe Picasso/Dom Bosco Santos::..

INST Educacional Lupe Picasso Ltda - Av Doutor Bernardino de Campos, 356
VL Belmiro, Santos/SP - 11065-000 
Contato: (13) 3225-4382 ou fale conosco

ÁREA RESTRITA

Blog Lupe Picasso

Artigos Convivendo com a separação

Domingo, 20 de Maio de 2012

Convivendo com a separação

Dar nota para esse item
(2 votos)

Quando casamos com alguém geralmente não pensamos em separação, sendo que esse tipo de pensamento é normal acontecer, já que quando nos relacionamentos com nossos parceiros existe afeto.

Atualmente há inúmeros casamentos e relacionamentos chegando ao fim e como dessas uniões nasceram os filhos, é pensando nesse processo de separação que divagarei.

A busca pela felicidade é eterna, procuramos sempre ser felizes e essa felicidade também é buscada em nossos relacionamentos amorosos. Sabemos que vários relacionamentos terminando, sendo assim os casais deixam de ser casais e passam ao status de “ex”, mas o que fazer com os filhos? O que passa pelo pensamento dos filhos de pais separados e como se sentem quando ocorre o fim do relacionamento? Como os pais devem proceder ao longo dos anos da melhor maneira para que exista a boa convivência entre todas as partes, mãe, pai e filhos?

Não pretendo dar nenhum manual de instruções e orientar sobre a melhor forma de proceder nesses casos, mas refletir a respeito de um tema que inúmeras pessoas enfrentam e que diariamente tentam reestruturar suas “novas” famílias.

É preciso ocorrer o diálogo entre os pais quando ocorre a separação, assim como durante os anos que se passam, às vezes é preciso delimitar as regras. A cada dia novas dificuldades vão surgindo, sendo importante construir novas regras, as quais sejam coerentes para os dois responsáveis, principalmente que sejam viáveis de serem aplicadas e assimiladas por seus filhos.

É importante dizer aos filhos, que independentemente do relacionamento ter chegado ao fim, eles nunca deixaram de ser seus filhos e ainda, deixar claro que os filhos não são os culpados pela separação dos pais. Esta colocação é pertinente, porque por mais que os filhos não sejam culpados pelo término da relação, da relação, é comum que eles pensam que são os culpados pelo término do relacionamento. Ainda é necessário também evitar qualquer tipo de discussão, as quais os filhos presenciem, mesmo que sejam discussões pelo telefone.
É importante que os filhos também sejam ouvidos, permitindo aos pais, que eles também desse processo que é difícil para todas as partes, porém ouvi-los e entender como se sentem, é fundamental para o sucesso da estruturação da “nova família”.

Existem ainda novos membros incluídos nessas famílias, os quais às vezes são as causas de muitas separações, as madrastas ou namoradas e os padrastos ou namorados. Não pretendo me ater no foco da causa da separação e o porque dos relacionamentos findarem e sim, à construção dos novos parâmetros a serem traçados pela nova família.

Geralmente os pais estabelecem que os responsáveis dos filhos sejam eles mesmos, porém como fazer com que seus novos parceiros, os quais convivem e muitas vezes moram seus filhos, sejam respeitados, que não sejam incumbidos de decidir sobre sua educação? É preciso que nesses casos aja coerência, pois os filhos também precisam respeitar os novos parceiros de seus pais, mesmo que essa tarefa seja difícil tanto para os filhos, como também para os novos parceiros.

Esse é um assunto a ser discutido pelos pais, a fim de estipular como será a procedência dos “novos parceiros” no relacionamento. Não existe nenhuma regra, ou orientação a ser dada nesses e sim não esquecer, que é necessário verificar o que é melhor para todas as partes, nunca esquecendo, que os principais beneficiados, com a melhoria desse convívio são os filhos.

Muitos são os personagens das novas famílias, porém é importante ressaltar que todos tem sentimentos, devem ser ouvidos e são responsáveis pela tarefa de fazer com que esses novos relacionamentos saudáveis para todas as partes, principalmente para os filhos os filhos, frutos dos antigos relacionamentos, pois filhos nunca deixam de ser amados pelos pais e nunca deixam de ser filhos.

Educar é mais do que um ato de amor, é mostrar caminhos, é preparar para o futuro.

 

Carolina Costa

Carolina Costa

Psicóloga formada pela Unisantos. Graduada em Filosofia pela Unimes. Especializada em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP. Atua como Psicóloga Educacional do Lupe Picasso, leciona as aulas de Filosofia e Sociologia para o Ensino Fundamental II e Ensino Médio. Desenvolve o Projeto de Orientação Vocacional e Profissional destinado aos alunos do 3º Ensino Médio. Também atua como psicoterapeuta de crianças/ problemas de aprendizagem, adultos, casais e família em análise do comportamento.

Website: www.lupepicasso.com.br/contato/equipe-tecnica/47-equipe-tecnica/2-carolina-costa.html
Login to post comments

lupe 18

Liberdade e responsabilidade. Estas duas palavras ganham uma dimensão ainda maior quando envolvem o presente e o futuro do nosso filho. Escolher a melhor escola, aquela que irá prepará-lo para o mundo ao nosso redor e o tornarão cidadão crítico e consciente, não é tarefa fácil. Nós, do Lupe Picasso, trabalhamos o conceito de liberdade com responsabilidade. Liberdade de conhecer, questionar, criar, expandir. Nossa proposta sócio-construtivista visa a construção do conhecimento pelo próprio aluno, que valoriza o erro e aprende com ele.